THE PARALLEL UNIVERSE IS THE PERFECT SCENE


0 notes Era uma manhã peçonhenta, um dia facilmente rotulável de lindo, mas que escondia nos solitários uma estranha ausência, por vezes vinda da noite anterior, e sempre atribuída aos afetos. Quer fosse a mãe, para os pequenos, ou o amante para os jovens inquietos em seus quartos descombinados. Para ela não era uma coisa nem outra, sentia uma falta, egoísta, de si, antes de culpar as figuras alheias.
Neste momento, outro também levanta-se de olhos bem abertos, e ao sair da posição emborcada, sentiu as palavras não ditas moverem-se dentro da garganta, como uma rolha que boia dentro da garrafa de vinho. É um gargalo estreito o dos sentimentos. Teme-se muito mais do que se ama; poucos conseguem manejar esta válvula que é o coração junto com o cérebro e a língua. Um sibilo, uma lágrima, um olhar, podem ser interpretados e lançados de diferentes maneiras.
Relembrou e defendeu sua atitude inexpressiva quando viu-se no espelho e secou o rosto com uma toalha já úmida. Precisou ficar sozinha, avaliaria o passo dado sem fomentar segurança, pois não se sentia segura. Ainda que isso gerasse um desconforto doloroso ao outro, e sabia muito bem que isso aconteceria, não poderia ter feito outra coisa.
Ambos carregavam um brilho nos olhos, de choro ou dúvida, e desafogaram-se na distração vaga do lazer, retirando assim o foco do desassossego. Foi quando aprenderam a ter calma e, talvez, mais cuidado com as doses de incerteza e silêncio.

Era uma manhã peçonhenta, um dia facilmente rotulável de lindo, mas que escondia nos solitários uma estranha ausência, por vezes vinda da noite anterior, e sempre atribuída aos afetos. Quer fosse a mãe, para os pequenos, ou o amante para os jovens inquietos em seus quartos descombinados. Para ela não era uma coisa nem outra, sentia uma falta, egoísta, de si, antes de culpar as figuras alheias.

Neste momento, outro também levanta-se de olhos bem abertos, e ao sair da posição emborcada, sentiu as palavras não ditas moverem-se dentro da garganta, como uma rolha que boia dentro da garrafa de vinho. É um gargalo estreito o dos sentimentos. Teme-se muito mais do que se ama; poucos conseguem manejar esta válvula que é o coração junto com o cérebro e a língua. Um sibilo, uma lágrima, um olhar, podem ser interpretados e lançados de diferentes maneiras.

Relembrou e defendeu sua atitude inexpressiva quando viu-se no espelho e secou o rosto com uma toalha já úmida. Precisou ficar sozinha, avaliaria o passo dado sem fomentar segurança, pois não se sentia segura. Ainda que isso gerasse um desconforto doloroso ao outro, e sabia muito bem que isso aconteceria, não poderia ter feito outra coisa.

Ambos carregavam um brilho nos olhos, de choro ou dúvida, e desafogaram-se na distração vaga do lazer, retirando assim o foco do desassossego. Foi quando aprenderam a ter calma e, talvez, mais cuidado com as doses de incerteza e silêncio.

0 notes
0 notes
0 notes
0 notes
0 notes Não notei que este desejo meu de te ter por aqui já é maior do que você mesmo; uma criança alada desejando mais o sol que a própria liberdade só pode estar fadada ao desengano.
Mas você cresceu forte com a chuva da minha estação e sob a luz da minha vontade, do meu trabalho… talhei tanto o afeto.
Tornei-me imperdoável, mas - querido - não foi perdão o que pedi, pois o amor não julga, não advoga; e o que tentei te ensinar, acima de tudo, é o que amor não condena. E dos poucos que tenho, teu altar é o mais belo.

Não notei que este desejo meu de te ter por aqui já é maior do que você mesmo; uma criança alada desejando mais o sol que a própria liberdade só pode estar fadada ao desengano.
Mas você cresceu forte com a chuva da minha estação e sob a luz da minha vontade, do meu trabalho… talhei tanto o afeto.
Tornei-me imperdoável, mas - querido - não foi perdão o que pedi, pois o amor não julga, não advoga; e o que tentei te ensinar, acima de tudo, é o que amor não condena. E dos poucos que tenho, teu altar é o mais belo.

0 notes Imperativa, pediu um novo desejo inventado. Todos os que tivera até agora não conseguem descrever o que almeja sentir, o próprio sentido do querer. E o novo, assim pensava, completa um vazio inexistente, em que se acredita só para se seguir adiante.

Imperativa, pediu um novo desejo inventado. Todos os que tivera até agora não conseguem descrever o que almeja sentir, o próprio sentido do querer. E o novo, assim pensava, completa um vazio inexistente, em que se acredita só para se seguir adiante.

1 note
3 notes
1 note